A fase em que a economia americana freava a  recesso na Europa e Japo chegou ao fim. O Federal Reserve ( Banco Central dos EUA)restringiu o crdito e elevou repentinamente as taxas de juros a curto prazo. Os negcios com bnus a longo prazo deterioraram dentro e fora do pas. 

H uma histeria no meio jornalstico , em busca de informaes para entender o que acontece.  possvel que o Fed  venha impor apertos , apesar da alta no mercado de aes , nos EUA e no resto do mundo. 

Seguem  uma anlise do que aconteceu e recomendaes aos bancos centrais de pases importantes, que precisam repensar suas polticas. 

Primeiramente,  preciso entender que , na raiz da deciso do Fed, est  o enorme crescimento do PIB norte-americano, que chegou a 7% anuais no ltimo trimestre de 1993. O prognstico era de 2% a 3%. 

Mesmo que as fortes nevascas e o terremoto na Califrnia reduzam o mpeto econmico americano, nos prximos 18 meses a situao deve mudar. 

No faz muito tempo que pessoas do mundo econmico estranhavam que o crescimento norte-americano no  propiciava recuperao dos pases europeus e do Sudeste asitico. Costumava-se ver o mercado de aes e de bnus como investimentos alternativos e que funcionavam como os pratos da balana: enquanto, por exemplo, as aes  subiam , os bnus caam. Hoje, parecem funcionar na mesma direo. 

Em 1987, a queda de 22% num s dia, nas aes  em Nova York teve reflexo foi imediato no resto do mundo. No entanto, esse fato no ocorreu por fraqueza do crescimento norte-americano: neste mesmo ano, o PIB foi de 6%. 

O Federal Reserve demonstra uma fobia da inflao , assim como os demais bancos centrais do mundo. Pode at ser que o presidente do Fed continue com o aperto de crdito, via aumento aumento de juros, mas a queda de demanda , certamente, abrandar a restrio. 

Essa observao deve servir como um conselho ao Federal Reserve, no sentido de que no exagere a preocupao antiinflacionria. E certamente valer para seus congneres europeus , que, alm disso, no devem vincular-se umbilicalmente ao aumento dos juros norte-americanos. 
